Alguns itens propostos no projeto de lei 3.734/12, que cria o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), podem não ser cumpridos por causa da intervenção militar no Rio de Janeiro. Isso porque existem pontos que requerem alteração constitucional, o que é proibido de acontecer em períodos de intervenção no país. A crítica é feita pelo Sindicato dos Policiais Federais do Estado da Bahia (Sindipol Bahia). O presidente da entidade, José Mário Lima, não detalhou quais são estes itens, mas criticou a pouca efetividade da matéria, caso seja aprovada neste ano. O texto tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados e estava na pauta de votação da Casa para esta terça-feira (27).

"O que está sendo feito por melhor intenção que tenha, não vai atingir objetivos prósperos se não levarmos em consideração que essas dificuldades vão fazer com que faça simplesmente um band-aid em cima de tumor que está crescendo. Passadas eleições vai ver que transbordou hemorragia e band-aid não serviu pra coisa nenhuma", disse José Lima. Segundo ele, é necessário discutir a aprovação do projeto de lei, principalmente porque o calendário eleitoral compromete o calendário de votações. Apesar da descrença, o sindicato considera necessária a criação do sistema, para padronização dos dados e reunião do que for levantado pelas polícias Militar, Civil, Federal, Rodoviária Federal e Ferroviária Federal. "É forçar que todas as instituições de segurança pública falem por um mesmo tipo de linguagem.

A produção de dados tem que ser própria e fiel à realidade, como obedecer metodologia única, de modo que tudo que consiga levantar em termos de dados de segurança pública possa ser usado pelos atores no que diz respeito à política criminal, para planejamento estratégico e combate específico da criminalidade em todos os cantos do país", observou.

 

Fonte: Bahia Notícias